segunda-feira, 7 de julho de 2014

Capitulo 1

N.A: Essa é uma fanfiction inspirada no universo de Harry Potter. Seu casal principal é Remo Lupin e Ninfadora Tonks, acontece durante a II Guerra Bruxa, mais especificamente durante o 5º/6º ano de Harry em Hogwarts. Foi inspirada nas musicas: Fix you (Offspring), Tomorrow (Chris Young), When it rains (Paramore) e outras. É uma historia adulta com cenas de violência, morte e sexo. Estejam avisados.
 Espero que gostem :)





Capitulo I

 Remo abriu os olhos devagar, sentindo a claridade da janela atingir suas retinas, e permaneceu deitado por alguns minutos enquanto se localizava, como fazia todas as manhãs. As constantes missões que Dumbledore lhe dava faziam com que ele fosse obrigado a dormir cada noite em um lugar diferente, o que era - de longe - o menor de seus problemas.
A guerra continuava e recrutar lobisomens para a causa da Ordem da Fênix se tornava mais e mais impossível a cada dia. Seus iguais eram pouco a pouco convencidos pelos Comensais da Morte de que a supremacia bruxa era a melhor coisa que poderia acontecer e que ele, lobisomens, seriam os oficiais do exército bruxo em criação dentro dos QG's de Lord Voldemort.
Com essa perspectiva, Remo levantou-se e suspirou. Afinal, não pudera fazer muita coisa para a Ordem dessa vez. De novo.
Suas coisas estavam em uma cadeira desgastada num canto do quartinho de madeira que invadira na noite anterior, e não eram lá muita coisa: um par de tênis sujos, um sobretudo preto puído, um gorro de lã e um suéter com um lobo tricotado no peito, presentes que ganhara de Molly Weasley no último natal. Vestiu suas roupas e saiu do quartinho, depois de se certificar de que não havia ninguém esperando por ele do lado de fora. E aparatou.

A porta pesada rangeu quando ele empurrou-a lentamente, em alerta. Ouviu passos e ergueu os olhos juntamente com a varinha enquanto um homem alto encarava-o com a varinha igualmente preparada.
- Pontas sempre diz besteiras, Aluado vive sonhando.
- Almofadinhas fede e Rabicho é um traidor.
O homem abaixou a varinha e se permitiu um sorriso.
- Essa é a ultima versão, mas ultimamente é mais verdadeira do que a primeira. - disse adiantando-se para abraçar Remo. O maroto retribuiu o abraço com uma risada cansada.
- Rabicho nunca guardou nossos segredos direito. Não sei por que James insistiu em colocarmos isso na senha.
Sirius Black deu de ombros e sentou-se em uma das cadeiras de espaldar alto, conjurando duas garrafas de cerveja amanteigada.
- Nunca entendi também, mas imagino que Pontas quisesse elevar um pouco a autoestima do nosso querido ratinho.
Remo sentou-se e tomou um gole de cerveja, sentindo seu corpo reclamar por uma noite de sono decente. Um torpor começou a espalhar-se a partir de seus dedos e ele pensou como seria difícil levantar-se daquela cadeira e subir as escadas até o quarto. Sirius pareceu ler seus pensamentos.
- Fizemos uma arrumação nas acomodações - começou num tom leve - Temos visita por uns dias.
Antes que Remo pudesse pensar em perguntar quem era o visitante, algo muito pesado desceu as escadas rolando, fazendo com que a Sra Black acordasse em seu quadro e começasse a gritar.
- TRAIDORES DO SANGUE! MESTIÇOS! ABERRAÇÕES! RALÉ! DEIXEM A CASA DOS MEUS PAIS! SANGUE RUINS!
Sirius calou-a com um gesto quase displicente da varinha e uma moça muito envergonhada apareceu na ponta da escada. Seus cabelos eram verde-limão e destoavam de um modo bizarro das roupas sóbrias que ela usava, a não ser por um par de luvas sem dedo azuis-turquesa. Seu rosto em forma de coração era iluminado por dois olhos castanhos que se fixaram em Remo, analisando desde seu cabelo até o sapato velho que usava.
- Essa é minha prima, Ninfadora Tonks.



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Tonks xingou baixinho a chaleira e apertou a mão queimada. Agarrou um pedaço das vestes e levou a chaleira para a mesa sob o olhar atento de Remo.
- Sabe... você é uma bruxa. Podia ter usado sua magia ao invés de queimar a mão.
Ela olhou para ele e reparou o leve sorriso de troça que havia naqueles lábios. Custaram-lhe alguns segundos para controlar seus batimentos cardíacos, antes que pudesse responder á altura.
- Sabe, nem sempre a magia é a solução. Meu pai é trouxa e ele se vira muito bem.
Remo levantou as mãos como quem se dá por vencido e pegou a xícara que Tonks lhe estendia. Já faziam seis meses que a moça estava na Ordem da Fênix e essa era a terceira missão deles, nos arredores de uma fazenda trouxa. Remo insistira para que se abrigassem numa casinha abandonada, mas ela o convencera a enganar os donos da fazenda e pedir abrigo ao invés de correr o risco de serem pegos de surpresa.
O bruxo ainda tentava entender como fora capaz de agir tão naturalmente depois de Tonks apresentá-los como um casal de viajantes, que havia saído demais da trilha e precisa de uma estadia por uma noite, apenas para que pudesse pegar a trilha novamente na manhã seguinte. Casal. Eles eram um casal.
- Ainda vamos procurar o rastro deles? Acha que ainda estarão visíveis amanha? - ela tentou uma conversa com ele, coisa que era muito difícil.
Remo suspirou e tomou um gole de chá antes de responder hesitante.
- Acho que sim. Rastro de lobisomem não desaparece tão rápido... para quem sabe como seguir um deles.
Tonks concordou, querendo conversar mais, mas sua convivência com Remo já provara que quando ele começava a falar naquele tom de voz... Bom, melhor deixar pra lá. Ela pousou a xícara e suspirou, cansada da missão e daquela situação. Ele levantou-se anunciou que ia dormir. Tonks concordou e ficou por ali mais alguns minutos até ter coragem de se dirigir para o quarto.
Tinham se apresentado como um casal, então os donos da fazenda disponibilizaram uma cama de casal, obviamente. Por ela, dormiriam juntos sem problemas, e quem sabe isso pudesse aquecer um pouco do que acontecia entre ela e Remo. Mas ele foi categórico e conjurou um colchão de acampamento e dormiu no chão, do outro lado do quarto, deixando-a sozinha na cama grande.
A noite estava fresca e uma brisa entrava pela janela semi-aberta, as estrelas brilhavam mais forte agora que a lua cheia tinha passado. Tonks observava as constelações através do vidro sujo sem conseguir dormir, pensando e ouvindo a respiração de Remo.
Seis meses antes, ela era uma auror recém formada que entrara para a Ordem da Fênix sob a vigilância de Olho Tonto, para juntar-se ás forças de Dumbledore contra os Comensais da Morte. A primeira orientação que recebeu de Olho Tonto foi para evitar maiores contatos com os demais membros para "evitar sentimentalismo em funerais." Vindo de Moody era um conselho muito compreensível... Mas logo de cara quebrara essa regra ao encontrar os olhos triste do veterano Remo Lupin. Tonks sorriu ao lembrar-se de quando o viu pela primeira vez e se perguntou como alguém podia ser tão elegante em trajes tão pobres.
Um lobo uivou do lado de fora e ela estremeceu sob as cobertas, perdida em pensamento. Não viu de onde veio o ataque. Num instante estava quase adormecida e no seguinte raios luminosos explodiam a casa, incendiando os móveis. Ela agarrou a varinha e correu para fora, defendendo-se e atacando sem pensar exatamente no que estava acontecendo.
Sentiu as costas de Remos contra as suas enquanto eliminavam, uma a uma, as figuras encapuzadas que disparavam raios verdes contra eles. Eles atacam para matar, pensou Tonks explodindo uma das figuras mais altas. Ouviu um grito de dor e num momento de distração virou-se para procurar seu dono. Pagou por isso quando um lampejo laranja abriu um pedaço de seu braço, numa explosão vermelha.
Nunca sentira tanta raiva dentro de si e atacou sem hesitar, qualquer um que se movesse receberia uma maldição por terem ferido Remo. Só parou quando teve seu feitiço bloqueado pelo homem de cabelo castanhos. Ela parou para olhá-lo, sentindo cheio de sangue, terra e tecido queimado inundar o lugar. Remo balançou a cabeça e adiantou-se para ela a tempo de impedir que caisse no chão.
O mundo ficou preto.

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